Relatório final de comissão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre uma série de testes feitos desde o ano passado nas urnas eletrônicas conclui que o sistema eleitoral demonstra “maturidade”. Divulgado nesta segunda-feira (30), o documento faz seis recomendações de melhorias para os próximos testes e de procedimentos que podem ser usados nas eleições.
A comissão sugere, por exemplo, dar maior publicidade ao boletim de urna. “Avaliar a possibilidade do TSE abrir canal de distribuição dos boletins de urna com os partidos e entidades de controle, facilitando a totalização pelos interessados”, afirma o relatório.
O grupo aponta que não há risco ao processo eleitoral com essa medida, pois os boletins já são divulgados nas seções eleitorais. “Porém é necessário dar ampla divulgação ao público em geral de que ele é um item aberto para que todos os cidadãos possam acompanhar o processo eleitoral”, diz o documento.
O relatório trata dos resultados da edição de 2021 do TPS (Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação) promovido pelo tribunal. A última etapa do evento terminou no último dia 13, quando pesquisadores repetiram, sem sucesso, cinco tentativas de demonstrar vulnerabilidades no sistema de voto.
O evento incluiu simulações de ataque hacker conduzidas por peritos da Polícia Federal. De forma geral, os planos controlados miravam as urnas eletrônicas, os sistemas de totalização e transmissão dos votos, além de tentativas de quebrar o sigilo dos votos.
Este tipo de teste é feito desde de 2019 e está na sexta edição, mas ganhou maior relevância no momento em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) amplia insinuações golpistas e ataques às urnas.
“[O teste público] É uma contribuição feita à sociedade brasileira, que desenvolve um plano de melhorias. E as contribuições do TPS fazem parte do presente e do futuro da Justiça Eleitoral”, afirmou o presidente do TSE, Edson Fachin, nesta segunda-feira, segundo nota divulgada pelo tribunal.


