
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, pretende levar ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, críticas ao que tem considerado, nos bastidores, um “TSE paralelo”.
A avaliação é de que ministros do STF estariam assinando decisões monocráticas de caráter eleitoral e atravessando competências do TSE. A informação e do colunista Caio Junqueira, da CNN Brasil.
Dois casos são apontados nesse contexto. Um deles é a decisão de Gilmar Mendes de utilizar uma ação arquivada para validar o reajuste do Bolsa Família concedido pelo presidente Lula. O outro é a decisão deste domingo de Flávio Dino de cassar determinação de André Mendonça no TSE que havia mandado derrubar publicações com a informação falsa de que Flávio Bolsonaro retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Um terceiro caso que deverá ser apresentado a Fachin é a estratégia do PT de pedir a Dino que analise a possibilidade de interferência estrangeira nas eleições.
A reunião entre Kassio e Fachin já estava prevista, mas ganhou contornos eleitorais após a sequência de decisões. O presidente do TSE deverá apontar que considera haver uma manobra de ministros do STF para ignorar o tribunal eleitoral e tomar decisões monocráticas que, na avaliação dele, beneficiariam a campanha à reeleição de Lula.


