Bloqueio do aplicativo de mensagens Telegram põe o Brasil no grupo que inclui Cuba e China.
Em imagem publicada no Instagram, o Ranking dos Políticos sintetiza o atual momento da política brasileira. O Supremo Tribunal Federal (STF), em sua escalada judicial acelerada, transformará o país numa espécie de República Federativa do Togaquistão.
O exemplo mais recente desse ativismo judicial ocorreu há quatro dias. Na última sexta-feira, 18, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio do aplicativo Telegram. Dois dias depois, voltou atrás e suspendeu a medida.
Como escreve J.R. Guzzo, em artigo publicado, uma das ficções mais prodigiosas da política brasileira, que está presente em cada gesto, palavra ou pensamento da mídia, das classes intelectuais e de quem mais acredita que há “instituições democráticas” de verdade em funcionamento no Brasil atual, sustenta o seguinte: o Supremo é a entidade que cuida da prestação de Justiça no país, garante que a Constituição Federal e as leis sejam cumpridas e faz disso aqui uma nação civilizada, diferente das ditaduras, países governados por gângsteres e repúblicas bananeiras que existem por este mundo afora. “É bonito. Ao mesmo tempo, é tão falso como um relógio suíço fabricado em Pedro Juan Caballero”, diz o colunista.
Escreve Guzzo: “O caso do Telegram é uma vergonha — mais uma, na sucessão inevitável de vergonhas públicas trazidas por esse inquérito ilegal, abusivo e típico de ditaduras subdesenvolvidas”, afirmou. “Diante de um Congresso que se ajoelha, e dos grandes faróis da ‘sociedade civil’ que preferem ficar apagados, Moraes viola abertamente a Constituição a cada um dos seus despacho
(Por Edilson Salgueiro).


