
Alimentos e produtos básicos ficaram até 61% mais caros entre 2022 e 2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Mises Brasil, com base em dados do Procon de São Paulo e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Entre os itens analisados, o café em pó liderou os aumentos durante o período.
O pacote de café de 500 gramas passou de R$15,48, em 2022, para R$24,86 em 2026, alta de aproximadamente 61%.
O desodorante em spray também registrou elevação expressiva, de R$7,32 para R$11,21, aumento de cerca de 53%.
Já o creme dental de 90 gramas subiu de R$4,05 para R$5,23, avanço de 29%.
Entre os alimentos, o litro do leite longa vida aumentou de R$4,61 para R$5,72, uma alta de 24%.
A carne de primeira passou de R$42,01 para R$50,49 o quilo, aumento de aproximadamente 20%.
A gasolina também ficou mais cara: o litro subiu de R$4,93 para R$6,53, uma elevação de 32% no período.
Os reajustes ocorreram durante o atual governo Lula, iniciado em janeiro de 2023, mas os valores apresentados abrangem também 2022.
A evolução dos preços reflete diferentes fatores econômicos, e os dados dos seis produtos não representam a inflação geral nem permitem atribuir exclusivamente ao governo federal a responsabilidade por cada aumento.
O levantamento evidencia a pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras, que precisam destinar mais dinheiro à compra de alimentos, produtos de higiene e combustível.
O encarecimento desses itens essenciais mantém o custo de vida entre as principais preocupações dos consumidores, especialmente daqueles que enfrentam dificuldades para equilibrar as despesas mensais.
*Por Pedro Taquari