O caos deixado por Jaques Wagner na campanha de Lula mesmo abrindo mão da liderança; segundo aliados

| Paula Froes/Assessoria Jaques Wagner

Interlocutores de Luiz Inácio Lula da Silva reconhecem que, mesmo com a saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado, a inércia do presidente, ao deixar o aliado permanecer no posto por quase uma semana após ser alvo de uma operação da PF, pode prejudicar o petista.

A avaliação é que o episódio é um prato cheio que será explorado pelos adversários e pode impactar o desempenho do mandatário nas próximas pesquisas.

Após conversar com Lula por mais de uma hora, Jaques informou na quarta-feira que deixaria o cargo estratégico. Ele alegou que a saída foi decidida em comum acordo.

O senador se afastou da liderança do governo seis dias após ser alvo da 9ª fase da Compliance Zero, operação da PF que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Investigações da PF o apontam como suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos,

benefícios e aquisições patrimoniais.

Desde o dia da operação da PF, integrantes do Palácio do Planalto e do PT defendiam que Jaques deveria deixar o posto para evitar uma contaminação da campanha de Lula à reeleição. O desligamento, porém, ocorreu apenas seis dias depois.

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