Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomear seu advogado pessoal, Cristiano Zanin, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a saída de Ricardo Lewandowski, a Suprema Corte terá sete de seus 11 ministros indicados por presidentes petistas. Caso o nome de Zanin seja aprovado pelos senadores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e posteriormente no Plenário, Lula terá indicado três magistrados para a mais alta instância do Judiciário. Além do advogado, o atual chefe do Executivo também nomeou Cármen Lúcia, em 2006, em seu primeiro mandato; e Dias Toffoli, em 2009, já no seu segundo mandato à frente do Palácio do Planalto. Ricardo Lewandowski, que se aposentou recentemente, também foi indicado por Lula.
No entanto, até o fim do ano, Lula deverá indicar mais um membro para o STF. A ministra Rosa Weber, atual presidente da Corte, completará 75 anos no dia 2 de outubro, quando terá que se aposentar compulsoriamente. Com a saída da magistrada, não deve haver nenhuma modificação na composição do plenário pelos próximos cinco anos, já que o próximo ministro a alcançar a idade de aposentadoria compulsória é Luiz Fux, que deixará o Supremo em 2028. Cármen Lúcia e Gilmar Mendes se aposentarão, respectivamente, em 2029 e 2030. Indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, os ministros André Mendonça e Nunes Marques poderão ficar na cúpula do Judiciário até 2047. Zanin, inclusive, só completará 75 anos em 2050.
*Jovem Pan News


