| REUTERS/Sergio Moraes

O Brasil segue isolado na liderança de um ranking indigesto: o de maior taxa de juros reais do planeta. Após a decisão do Banco Central de manter a Selic em 13,75% ao ano, levantamentos das consultorias MoneYou e Lev Intelligence confirmam que, descontada a inflação, o juro real brasileiro supera os 9% ao ano, deixando o país no topo mundial da carestia financeira. O próprio comunicado do Copom deixou claro o motivo de tanta restrição: a disparada das incertezas fiscais e as projeções de inflação totalmente descoladas da meta de 3%, obrigando a autoridade monetária a adotar uma postura defensiva e contracionista para tentar frear a escalada de preços.

Na prática diária do cidadão, essa liderança global significa uma pancada direta no bolso e no custo de vida. Com o juro real nas alturas, o brasileiro paga os financiamentos mais caros do mundo, enfrenta faturas extorsivas no cartão de crédito, encontra portas fechadas para empréstimos e assiste à desaceleração da economia e dos empregos. É a demonstração clara de que a incapacidade do governo federal de cortar gastos e passar credibilidade cobra o seu preço mais alto justamente de quem está na ponta: o trabalhador.

*CNN

Luis Augusto

Sobre editor/redator do site: Luís Augusto, formado em Teologia, Radialista, Jornalista (4283/CE). Âncora do programa Jornal Seara na FM 102,7MHz, Nova Russas.