Em ato na paulista, Carla Zambelli critica Pacheco e promete projeto de lei da liberdade

Discurso da deputada mira poderes Legislativo e Judiciário e encerra tarde de manifestações na Avenida Paulista.

Em discurso neste domingo, 1º, na Avenida Paulista, a deputada Carla Zambelli (PL-SP) afirmou que vai levar à Câmara o projeto de lei da liberdade. Sem detalhes sobre o teor da proposta, a parlamentar ainda criticou a atuação recente de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Zambelli falou ao público no final da tarde no ato da Avenida Paulista, organizado para defender a liberdade de expressão e em apoio ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), que enfrenta processo no STF.

“Vamos levar o projeto de lei da liberdade para a Câmara, para que ninguém fique para trás. Vamos pedir regime de urgência na proposta. São 72 autores que assinam esse projeto. Precisamos de 171 assinaturas para conseguir o regime urgência e depois precisamos de maioria absoluta para aprovar o PL da liberdade. Ninguém vai ficar para trás nesse governo”, afirmou a deputada.

A deputada da linha de frente de militância de Jair Bolsonaro ainda criticou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Segundo Zambelli, o parlamentar tem sido fraco na defesa do Legislativo contra supostos abusos vindos do Judiciário. O discurso inflamou os manifestantes na Avenida Paulista, que gritaram ‘Fora, Pacheco’.

“Os mineiros tinham você ou a Dilma Rousseff (na eleição de 2018). Imagina o quanto as pessoas estão chateadas com Rodrigo Pacheco. Talvez fosse preferível uma mulher que fala asneira do que você, pela quantidade de injustiças com o povo brasileiro. Ainda não será agora, mas vai ser daqui a quatro anos. Você vai ser demitido da vida pública”, afirmou Zambelli, em menção ao mandato de Pacheco, que acaba em 2026.

Atos na paulista

O ato do Dia do Trabalhador a favor da liberdade de expressão reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista neste domingo, 1º, durante a tarde. Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro ocuparam inteiramente dois quarteirões, com maior concentração na frente do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e se manifestaram contra a atuação recente do STF.

*R.OESt

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