Quase sempre contra o que o povo deseja, maiores partidos, fecham questão contra o voto auditável, na Câmara

As figurinhas carimbadas e mortas de medo de toda e qualquer transparência e aprimoramento da democracia, as mesmas de sempre e dos mesmos partidos: PSL, Progressistas, PL, PSD, MDB, PSDB, Republicanos, DEM, Solidariedade, Avante e Cidadania, fecharam questão contra o voto auditável.

A agenda política ganha, neste final de semana, mais um capítulo na polêmica discussão sobre mudanças na legislação eleitoral.

Representantes de 11 partidos, que somam, pelo menos, 326 dos 513 deputados federais, se reuniram, por meio virtual, neste sábado (26), e fecharam entendimento contra o voto impresso nas eleições de 2022.

O temor da judicialização das eleições une opositores e aliados do Governo Federal. Uma eventual alteração sobre o modelo atual de voto eletrônico, como desejam os bolsonaristas, ciristas, aecistas…E o próprio povo, pode representar, no entendimento de representantes dos 11 partidos, risco de uma onda de questionamentos dos resultados eleitorais a partir de 2022, travando o Judiciário e as comarcas locais.

A mobilização das lideranças dos partidos contrários ao voto impresso, que seria na prática nada mais que a possibilidade de tornar o sistema auditável, fazendo prevalecer a vontade soberana do eleitor, nada tem haver com o fim do voto eletrônico e acaba sendo uma derrota para a população, de quem emana o poder, em uma democracia.

O encontro reuniu lideranças do PSL, Progressistas, PL, PSD, MDB, PSDB, Republicanos, DEM, Solidariedade, Avante e Cidadania.

A discussão na Câmara Federal não é para implantação de um formato que permita aos eleitores votarem em cédulas de papel, ou seja, no modelo antigo e que está sepultado há mais de 20 anos no Brasil.

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