O presidente Jair Bolsonaro sinalizou a líderes do Congresso que não vetará o fundo eleitoral caso a proposta seja de R$ 2,5 bilhões. O recado foi dado nesta terça-feira, 10, aos parlamentares durante reunião convocada para fechar acordo sobre votações no Legislativo até o fim do ano.
A proposta de Bolsonaro é inferior aos R$ 3,8 bilhões previstos no relatório parcial da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020, apresentado pelo deputado Domingos Neto (PSD-CE), na semana passada. Líderes de partidos avisaram que aceitam o acordo caso haja a garantia pública do presidente de não vetar o fundo. Em 2018, os partidos receberam R$ 1,7 bilhão da União para a disputa das eleições.
Na semana passada, após a divulgação do relatório parcial do Orçamento, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou à revista eletrônica Crusoé que o governo não garantia a aprovação e sanção do aumento do fundo eleitoral para R$ 3,8 bilhões.
“Não existe acordo de R$ 3,8 bilhões para o fundo eleitoral. Defendemos o valor de R$ 2,5 bilhões. Se for para R$ 3,8 bilhões, deve ser vetado”, afirmou Bezerra na ocasião.
O valor de R$ 3,8 bilhões destinados a campanhas eleitorais teve o apoio do PP, MDB, PTB, PT, PSL, PL, PSD, PSB, Republicanos, PSDB, PDT, DEM e Solidariedade. Juntos, esses partidos representam 430 dos 513 deputados e 61 dos 81 senadores
Partidos que assinaram o fundo de R$ 3,8 bilhões e a quantidade de votos por legenda
PP – 39 deputados
MDB – 33 deputados
PTB – 12 deputados
PT – 53 deputados
PSL – 53 deputados
PL – 40 deputados
PSD – 37 deputados
PSB – 31 deputados
Republicanos – 31 deputados
PSDB – 32 deputados
PDT – 28 deputados
DEM – 27 deputados
Solidariedade – 14 deputados
Senado
PP – 6 senadores
MDB – 13 senadores
PT – 6 senadores
PSL – 4* senadores
PL – 2 senadores
PSD – 9 senadores
PSB – 2 senadores
Republicanos – 1 senador
PSDB – 8 senadores
PDT – 4 senadores
DEM – 6 senadores
Com Estadão


