
A menos de duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece 4 ponto percentuais à frente de Lula (PT) nos votos válidos, 52% a 48%, na pesquisa estimulada da Nexus, realizada por telefone com 2.002 entrevistados entre 10 e 12 de outubro e registrada no TSE sob o número BR-07997/2026. O levantamento mostra ainda que A pesquisa indica que 59% dos eleitores apostam na vitória de Flávio e 36% na de Lula.
Flávio lidera com folga no Sudeste (51% a 41%), Sul (57% a 36%) e Norte/Centro-Oeste (56% a 41%). Lula só aparece à frente no Nordeste (61% a 32%). Por renda, o petista só lidera entre quem ganha até 1 salário mínimo (58% a 32%); nas demais faixas, o senador está na frente. Mulheres preferem Lula (54% a 39%), enquanto homens votam mais em Flávio (57% a 36%). Entre jovens de 16 a 24 anos, Lula tem 57% contra 39%; nas faixas de 25 a 59 anos, Flávio lidera. Evangélicos preferem Flávio (58% a 32%); católicos e sem religião, Lula.
A fidelidade de voto é alta: 98% dos eleitores de cada um no primeiro turno permanecem com o mesmo candidato no segundo. Em relação a 2022, 91% dos que votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno agora apoiam Flávio, e 90% dos que votaram em Lula continuam com ele. Beneficiários do Bolsa Família (ou que moram com algum) votam majoritariamente em Lula (68% a 23%).
Dos entrevistados, 92% afirmam que a decisão de voto já está tomada e não vai mudar, enquanto 7% dizem que ainda podem alterar a escolha. Entre os eleitores de Flávio, 4% podem mudar; entre os de Lula, 5%. Entre esses 7% que ainda hesitam, a segunda opção mais citada é branco/nulo (52%), seguida de Lula (20%) e Flávio (16%).
Avaliação de governo e rejeição
A avaliação do governo Lula permanece estável em relação à pesquisa anterior ao primeiro turno: 34% avaliam como ótimo/bom (era 36%), 20% como regular e 45% como ruim/péssimo. A aprovação oscilou de 46% para 45%, e a desaprovação, de 49% para 50%. Em rejeição, Lula tem 51% e Flávio, 47%. O potencial de voto (soma de quem vota e de quem poderia votar) é de 50% para Flávio e 49% para Lula.
André Jácomo, diretor de Pesquisa da Nexus, destaca o desafio para o presidente: “Ele aparece à frente em segmentos que tradicionalmente votam mais no petista: baixa renda, baixa escolaridade, mulheres e católicos. O problema é que, nos demais estratos do eleitorado, Flávio abre larga vantagem. Lula tem o desafio de, nas próximas duas semanas, recuperar parte de nichos em que ele já teve melhor desempenho, principalmente na faixa de renda entre 1 e 2 salários mínimos.”
*Diário do Poder