Aumentam as suspeitas de envolvimento do PSB e do PT com facções

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O cenário político cearense tem sido marcado por uma série de episódios envolvendo gestores municipais, lideranças dos partidos e facções criminosas. A proximidade entre líderes estaduais e prefeitos com problemas judiciais gera questionamentos sobre o rigor das coalizões partidárias.

No PSB, o presidente estadual Eudoro Santana, pai do ministro Camilo Santana (PT), tem sido cobrado pela expulsão de prefeitos cassados pela Justiça Eleitoral por envolvimento com crime organizado. É o caso de Bebeto de Choró (Choró) e Braguinha (Santa Quitéria).

Bebeto segue foragido há mais de um ano. Braguinha foi preso antes de tomar posse, mas elegeu o filho, Joel Barroso (PSB), como prefeito. Joel recebeu apoio de lideranças do PSB em sua campanha. Nenhum dos prefeitos cassados foi expulso do partido. A sigla chegou a ensaiar um processo de desligamento, mas perdeu força após as eleições suplementares.

No PT, o deputado federal José Guimarães tem sido cobrado pela proximidade com a ex-prefeita de Icó, Laís Nunes (PT), e com a atual prefeita, Aurineide Amaro Sousa (PT). Ambas são próximas de Ladislau Neto, o “Lau Neto”, líder do Comando Vermelho, que recebe milhões da Prefeitura de Icó há anos. Guimarães chegou a anunciar apoio a Laís Nunes para sua vaga na Câmara Federal, em sua tentativa de candidatura ao Senado.

Em Morada Nova, a Polícia Federal prendeu cinco vereadores e a operação levou à renúncia do superintendente da Sohidra, ligada à Secretaria de Recursos Hídricos, comandada por Fernando Santana (PT), antigo aliado de Camilo Santana.

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