
A China tenta expandir sua influência na América Latina exportando seu modelo comunista autoritário para os países da região. O alerta foi feito nesta quarta-feira (20) pelo almirante Alvin Holsey, chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, durante a abertura da Conferência Sul-Americana de Defesa (Southdec 2025), realizada em Buenos Aires, na Argentina. O evento reúne autoridades militares de diversas nações e foi marcado por duras críticas à presença do regime comunista chinês na região.
Holsey afirmou que “o Partido Comunista Chinês continua sua metódica incursão na região e busca exportar seu modelo autoritário, extrair recursos valiosos e estabelecer infraestrutura de possível uso duplo, desde portos até o espaço”. Segundo ele, a presença chinesa no Hemisfério Sul tem “consequências de grande alcance em todos os domínios”, mencionando inclusive riscos para a soberania dos países e para a neutralidade da Antártida.
O almirante também alertou para o papel estratégico de rotas marítimas como o Estreito de Magalhães e a Passagem de Drake.
“Esses corredores funcionam como gargalos estratégicos que poderiam ser utilizados pelo PCCh (Partido Comunista Chinês) para projetar poder, interromper o comércio e desafiar a soberania das nossas nações”, acrescentou.


