
Os deputados estaduais cearenses custam, ao erário, mais de R$ 150 mil por mês, para trabalharem apenas três vezes por semana (terça-feira, quarta-feira e quinta-feira). Se um desses três for feriado, ele só trabalha dois dias na semana. Cada parlamentar ganha por mês, de subsídios, aproximadamente R$ 35 mil, o que corresponde a 75% do que recebe, pelo mesmo período o deputado federal. Além disse o deputado estadual tem uma verba para contratação de pessoas para o seu gabinete, e mais dinheiro para custear o seu mandato, perfazendo tudo pouco mais dos R$ 150 acima citados.
Além da obrigação de participarem das três sessões ordinárias semanais, no plenário, a maioria também participa de comissões técnicas, e lá é que não comparecem mesmo. O pior, para o contribuinte cearense, é que no fim de cada mês, diferente do trabalhador comum que têm a remuneração cortada, quando falta ao trabalho, eles recebem tudo, sem nenhum desconto. O Portal da Transparência da Assembleia, ao contrário da transparência da Câmara dos Deputados, nada diz sobre a frequência dos parlamentares.
O temor que tomou conta de todos os brasileiros na pandemia do CoronaVirus, fez nascer no Parlamento nacional a figura do registro de presenças virtual. E ainda hoje ela existe, como se na pandemia continuássemos, ajudando os preguiçosos, nada afeitos à moralidade, continuarem agredindo aos eleitores, que a tudo prometeram. Numa constatação rápida pode-se dizer que os deputados Carmelo Neto, Luana Régia, Luiz Henrique, Emília Pessoa (agora licenciada), Marta Gonçalves, David do Raimundão e Bruno Pedrosa, são os mais ausentes do plenário da Assembleia.


