Mais de 10 milhões de brasileiros saíram da linha de pobreza no país em 2022. Mesmo assim, a maioria da população de nove estados segue na pobreza — ou seja, vive com uma renda mensal de até R$ 665,02.
Estas são as conclusões de um levantamento do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), feito com base em dados de 2022 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE. O IJSN é um órgão ligado à Secretaria de Estado de Economia e Planejamento (SEP) do Espírito Santo.
A pesquisa mostra ainda que o número de brasileiros vivendo na extrema pobreza — ou seja, com até R$ 208,73 por mês — também diminuiu, recuando de 20 milhões em 2021 para 13,7 milhões em 2022.
Das 27 unidades da federação, 9 têm a maior parte da população composta por pessoas em situação de pobreza. Veja a lista:
Maranhão (58,9%) Amazonas (56,7%) Alagoas (56,2%) Paraíba (54,6%) Ceará (53,4%) Pernambuco (53,2%) Acre (52,9%) Bahia (51,6%) Piauí (50,4%) Como é possível ver acima, os estados estão concentradas no Norte e no Nordeste — regiões que tiveram os maiores avanços na pobreza durante a pandemia, como o IBGE apontou no final de 2022.
Maranhão, inclusive, já encabeçava o ranking de estado com a população mais pobre do país em 2021, segundo o levantamento. Mas o indicador do estado melhorou de um ano para o outro: passou de 67,5% da população para 58,9%.
Veja o ranking completo dos estados: Proporção da população que vive abaixo da linha de pobreza:
Maranhão: 58,9% Amazonas: 56,7% Alagoas: 56,2% Paraíba: 54,6% Ceará: 53,4% Pernambuco: 53,2% Acre: 52,9% Bahia: 51,6% Piauí: 50,4% Amapá: 49,4% Pará: 49,1% Sergipe: 47,9% Roraima: 46,8% Rio Grande do Norte: 46,2% Tocantins: 35,8% Rondônia: 31,1% Rio de Janeiro: 29,1% Minas Gerais: 27,5% Espírito Santo: 26,8% Goiás: 24% Mato Grosso: 23,3% Mato Grosso do Sul: 23% Paraná: 21,3% São Paulo: 20,4% Rio Grande do Sul: 18,2% Distrito Federal: 17,3% Santa Catarina: 13,9%


