Com Bolsonaro, desigualdade no Brasil cai ao menor nível em uma década

A recuperação do mercado de trabalho e o pagamento do então Auxílio Brasil no valor de R$ 600 em 2022 levaram a população brasileira a experimentar uma melhora tanto no rendimento, quanto no nível de desigualdade – que chegou ao menor patamar em uma década, apesar de ainda ser uma das mais altas do mundo. As informações são da “Pnad Contínua: Rendimento de todas as fontes 2022”, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE.

O índice de Gini domiciliar per capita, que mede a desigualdade, passou de 0,544 em 2021 para 0,518 em 2022, menor valor desde 2012, início da série histórica. O indicador varia de 0 e 1, onde quanto mais perto de zero, menor é a desigualdade de renda; e quanto mais perto de 1, maior é a desigualdade.

Segundo o IBGE, a melhora na renda teve relação com o aumento no valor do programa Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família durante o governo Bolsonaro e cujo valor passou de R$ 400 para R$ 600 no segundo semestre de 2022.

A entrada de 7,7 milhões de trabalhadores no mercado de trabalho após o baque da pandemia também impulsionou a renda do brasileiro. 

Em 2022, 134,1 milhões de brasileiros receberam algum rendimento (seja do trabalho, programas de transferências de renda, rentabilidade ou aposentadoria), o equivalente a 62% da população, recorde da série iniciada em 2012. Em 2021, esse percentual era de 59,8%. 

O rendimento médio para os brasileiros com alguma renda chegou a R$ 2.533 – um aumento em relação ao valor médio recebido em 2021 (R$ 2.483).

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