Baderna e invasão não vale
Nilson Leitão, presidente do Instituto Pensar Agro, sobre as invasões criminosas do MST
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), fez uma declaração que mais parece aviso de quem amigo é: o governo está sem rumo. Ele escolheu a plateia da Associação Comercial de São Paulo para lembrar ao presidente Lula que sua base de apoio no Congresso, além de insuficiente, está desarticulada, desarrumada, nem é capaz de aprovar um simples projeto que exige apena metade mais um dos votos. O aviso de Lira soou também como um “pedala”: é preciso olhar para frente.
Perda de tempo
Para Lira, o governo perde tempo precioso com a única estratégia de atacar Bolsonaro, prejudicando e atrasando a própria articulação política.
Ódio faz mal
As palavras de Lira foram interpretadas com o aviso de que o ódio deve ceder lugar à negociação, muita conversa, atributos que Lula negligencia.
Congresso é outro
“Não temos um rumo definido”, resumiu. Ele quis lembrar a Lula que os tempos são outros e o Congresso já não depende do “toma lá, dá cá”.
PEC, nem pensar
O governo não terá a mínima chance de alterar a Constituição, disse Lira, que exige quórum qualificado de dois terços (308 votos na Câmara).
Patrimônio é público
A ex-primeira-dama Michelle mandou mal, tentando “internalizar” joias presenteadas pela família real saudita. Deveria ter declinado da oferta. Ou mandando os presentes à imediata inclusão no patrimônio da União.
Patrimônio não é privado
Lula fez pior: ao final do segundo governo, levou 133 valiosos presentes recebidos como presidente e já incorporados ao patrimônio da União. E os escondeu por 5 anos até serem apreendidos pela Polícia Federal.
Conta cara
Ao listar as “conquistas” do governo Lula, como o aumento nos preços dos combustíveis, o desmatamento recorde, e repetidas quedas na Bolsa, o vereador Fernando Holiday ironizou: “o amor nunca foi tão caro”.
Cláudio Humberto é jornalista


