Tem um ditado que diz: “vão os anéis e ficam os dedos”, com o país dividido e uma rejeição nunca vista a um presidente eleito, uma saída para acalmar os ânimos do povo e das instituições, vista por parte dos políticos, seria a saída de Rodrigo Pacheco da presidência do Senado Federal, isso é dito inclusive por agentes de centro-esquerda, com a saída de Jair Bolsonaro que perdeu com uma diferença quase insignificante de menos de 1%, a oposição quer alguma sinalização de que o país não vai ficar totalmente nas mãos de Lula e o senador eleito Rogério Marinho surge como a possibilidade de apaziguar o país que passou por arroubos de manifestações violentas e extremismos nunca visto antes.
Lula como presidente é considerado por pelo menos metade do Brasil, como infame. Acusado de sustentar o maior esquema de corrupção que o mundo já viu, foi posto em liberdade por uma série de erros no processo conduzido pelo ex-juiz Sergio Moro que acabou beneficiando o petista, para qualquer pessoa sensata que sabe da gravidade dos acontecimentos que ocorreram e que se livrou de passar o resto da vida na cadeia, um passo a ser tomado seria desaparecer por um bom tempo da cena política brasileira, considerando a mancha no seu currículo, mas Lula foi extremamente audacioso, desafiou a normalidade e candidatou-se a presidência da República ganhando a eleição por um consórcio da política brasileira que se uniu em torno do seu nome para desbancar Jair Bolsonaro, um presidente extremamente austero e contra o que a velha politica costumava a fazer, essa velha política que volta ao poder com ânsia de reviver os tempos “áureos” de suas gestões.
A disputa pela presidência da Casa está marcada para o dia 1° de fevereiro próximo e deverá ser um evento que reunirá a atenção da população brasileira. No site www.comovotasenador.com.br o brasileiro pode acompanhar um prognóstico de intenção dos senadores e como cada um votará, hoje Rodrigo Pacheco aparece na dianteira com 35 votos declarados com uma tendência de desidratar diante da pressão popular, com esses votos o senador mineiro ainda não teria os votos necessários para se eleger. O seu grande rival, Rogério Marinho, conta com cerca de 30 votos declarados e Eduardo Girão que corre por fora, teria pelo menos 7 votos declarados de apoio a sua candidatura, vence quem conseguir chegar a 41 votos e a disputa deverá fatidicamente ir para um segundo turno, até lá muita conversa de bastidor em Brasília deverá ser o ponto decisivo da disputa.
Junior Melo (advogado e jornalista) – Artigo de Opinião.


