Uma das primeiras orientações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PT assim que deixou a cadeia, há três semanas, foi para que o partido lance o maior número possível de candidatos a prefeito em 2020, principalmente nas cidades onde há horário eleitoral na TV. Lula quer aproveitar a eleição municipal para fazer a defesa dos governos petistas e dele mesmo. No entanto, a falta de candidatos competitivos, negativas por parte de velhos quadros da legenda e interesses políticos dos caciques regionais dificultam o cumprimento da orientação.
Segundo o deputado José Guimarães (PT-CE), coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do partido, o PT “dificilmente deixará de ter candidato” em pelo menos dez capitais, a maior parte no Nordeste. Guimarães inclui São Paulo, Belo Horizonte e Salvador na lista, ao lado de Recife, Fortaleza, Manaus, Goiânia, Natal, Aracaju e Teresina.
A ideia, afirma Guimarães, é nacionalizar a disputa nas principais cidades, transformando a eleição municipal de 2020 em uma ponte para derrotar Jair Bolsonaro em 2022.
O problema é que os nomes citados em palanques pelo ex-presidiário, deus do PT, Lula, não animou os pretensos candidatos em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Talvez tenham percebido que seu “líder” é um corrupto, lavador de dinheiro, criminoso, condenado em três instâncias no caso do apartamento, no Guarujá e já sentenciado no processo do sítio de Atibaia, também em São Paulo, em duas instâncias.
A ficha está caindo no sentido que o PT como tão bem colocou o relator da AP 470, conhecida por “mensalão”, Ministro Joaquim Barbosa, a época, não passa de uma organização criminosa.


