A proposta de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a política de preços da Petrobras, sugerida por Jair Bolsonaro, é defendida tanto por integrantes da base do governo quanto pela oposição.
Apesar disso, os deputados do Centrão e os alinhados ao presidente da República trabalham para ter o controle da investigação. Eles querem evitar “surpresas”. A justificativa é simples. Nas palavras de um líder governista, “sabe-se como uma CPI começa, mas não como ela termina”.
O PT, porém, trabalha por uma comissão mista – Câmara e Senado, justamente para que Lira não controle a atuação dos parlamentares.
O vice-presidente da Câmara, Lincoln Portela (PL-RJ), disse que na semana que vem haverá um esforço concentrado para se formalizar a investigação. Para tirar a CPI do papel, são necessárias 171 assinaturas de deputados. Para uma CPI mista, seriam necessárias também 27 assinaturas no Senado.
“Haverá um esforço concentrado para a formalização de uma CPI. Uma reunião de comissão [parlamentar de inquérito] não matará ninguém”, afirmou Portela.


