Deputado comunista cobra mais ações do Governo Camilo para reduzir os índices de violência no Ceará

De acordo com o deputado comunista, em 2021, o Ceará aparece entre os mais violentos do Brasil, com 45 mortes para cada cem mil habitantes.

O deputado Carlos Felipe (PCdoB), em seu pronunciamento durante a sessão ordinária desta quarta-feira (13), cobrou maiores ações por parte do Governo do Estado do Ceará para reduzir os índices de violência. Ele lamentou o aumento no número de chacinas bem como a marca que o Ceará atingiu, sendo atualmente o quinto mais violento do País.

“Como é do conhecimento do Estado do Ceará vivemos o ano de 2020 e início de 2021, um período muito conturbado no que diz à violência e eu fiquei com o compromisso de utilizar esse microfone para pedir uma ação mais enérgica do Governo do Estado”, disse o parlamentar.

Segundo ele, em 2021, o Ceará aparece entre os mais violentos do Brasil, com 45 mortes para cada cem mil habitantes. “Nesta sequência, teríamos em torno de mais de 4 mil pessoas mortas no ano de 2020”. O deputado lembrou que nos últimos quatro meses deste ano houve redução da mortalidade, mas, apesar do enfrentamento, o Estado está com índices altos.

“O ano de 2020 teve muito a ver com movimento paredista dos policiais, quando houve piora grande no índice de mortalidade. Nos últimos três meses não tenho dados, mas tivemos muitas chacinas em Quiterianópolis, Independência e outros municípios. Chacinas associadas a padrão de narcotráfico“, afirmou.

Ele relatou que um assessor da Assembleia Legislativa precisou mudar de endereço por não ter pagado uma taxa para facções criminosas. “Isso é muito grave. O narcotráfico é um tipo de crime que tem obrigação grande da União, trabalho mais efetivo nas fronteiras. Mas precisamos ter um trabalho mais efetivo no aprisionamento e isso é reflexo da grave situação social em que vivemos”, disse.

O parlamentar destacou que o Ceará é o quinto Estado em que se mais mata pessoas, lembrando que está longe de estar entre os cinco mais populosos do País. Segundo ele, a violência repercute até na questão de investimentos em comunidades, até pelo fato de as pessoas serem coagidas a pagar para atuar nestas localidades.

“É triste ver a periferia refém. Essa população precisa ser ouvida. Existem muitas formas de gestão onde se coloca prédios públicos nas áreas mais centrais, mas é preciso fazer o Estado estar presente na periferia”, disse.

Informações com blog do Edson Silva.

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