Pela decisão da Câmara, se não houver imputação de débito, o caminho estará liberado para aqueles, que hoje, são considerados fichas sujas.
O deputado federal Capitão Wagner criticou proposta que altera Lei da Ficha Limpa e torna elegíveis, gestores com contas desaprovadas por Órgãos de Controle, durante entrevista.
O parlamentar votou contra o projeto, por entender que possui uma grande responsabilidade no combate a corrupção e com os eleitores. “Nós temos uma responsabilidade muito grande no combate a corrupção, em relação aos nossos eleitores, e por isso que votamos contra o projeto”.
Capitão Wagner disse esperar um resultado diferente na votação a ser realizada no Senado.
O que mudou
O projeto votado nesta quinta, na Câmara, altera a Lei da Ficha Limpa e libera a candidatura daqueles parlamentares que cometeram irregularidades dolosas e insanáveis previstas na Lei de Improbidade Administrativa, mas que receberam “apenas” uma multa como punição.
Atualmente, a Lei da Fica Limpa prevê inelegível por oito anos o gestor que tiver contas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário. (Com CN7)


