As prioridades da bancada da Lava Jato no Congresso: 2ª Instância, fim do foro e combate ao PT

A eleição de candidatos com histórico de participação na Lava Jato e no combate à corrupção pode trazer o tema novamente aos holofotes no Congresso Nacional a partir de 2023. O deputado federal eleito Deltan Dallagnol (Podemos-PR) e o senador eleito Sergio Moro (União Brasil-PR), que se consagraram como principais nomes da operação responsável pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), devem atuar de forma conjunta para a defesa de pautas como o fim do foro privilegiado e a detenção de condenados em segunda instância judicial. A deputada federal eleita Rosângela Moro (União Brasil-SP), esposa do ex-juiz, também fará parte da “bancada da Lava Jato”.

A “bancada da Lava Jato” estuda se aproximar de outros parlamentares envolvidos com a temática anticorrupção para emplacar seus projetos. Segundo Deltan Dallagnol, uma estratégia é “engrossar” frentes parlamentares sobre o tema. Uma delas é a Frente Parlamentar Mista Ética Contra a Corrupção (FECC), encabeçada pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP), reeleita em outubro.

O futuro deputado Deltan Dallagnol indica que sua atuação como parlamentar deve priorizar denúncias que envolvem o PT, e não as relacionadas ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Dallagnol indica que a atuação da “bancada da Lava Jato” será focada na fiscalização do governo de Lula. “Considerando o histórico do PT de mensalão e petrolão, não me surpreenderei se surgir um novo megaescândalo de corrupção no novo governo.”


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