
O forte El Niño em curso pode estar associado a aproximadamente 857 mil mortes relacionadas ao calor extremo em todo o mundo até março de 2027. A estimativa é do Climate Impact Lab, grupo de pesquisadores ligado à Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.
Segundo informações, a nova projeção foi divulgada nesta semana e representa quase o dobro da estimativa anterior, de cerca de 451 mil mortes, apresentada em setembro. O cálculo considera os impactos desde o início do fenômeno, em junho de 2026, até março de 2027.
Desse total, aproximadamente 373 mil mortes adicionais são estimadas para os próximos seis meses, entre outubro de 2026 e março de 2027. No Brasil, a previsão é de cerca de 19 mil mortes relacionadas às temperaturas acima da média nesse intervalo.
As projeções também apontam que o El Niño de 2026-2027 pode ser um dos mais intensos já registrados. Segundo estimativas citadas pelos pesquisadores, há 83% de probabilidade de o fenômeno atingir a maior intensidade desde 1950.
Sul Global deve concentrar os maiores impactos
Os países do Sul Global devem concentrar a maior parte das mortes adicionais relacionadas ao calor nos próximos seis meses.
Entre as maiores estimativas estão a Nigéria, com aproximadamente 56 mil mortes, a Índia, com 55 mil, e a Indonésia, com cerca de 29 mil. O Brasil aparece na lista com previsão de 19 mil mortes adicionais.
Os números levam em consideração não apenas a exposição às altas temperaturas, mas também fatores como a vulnerabilidade da população e a capacidade de adaptação de cada região.