O índice considera a extensão do território que apresenta condições de seca, sem representar necessariamente o percentual de moradores ou municípios prejudicados

A estiagem voltou a ganhar espaço no Ceará e passou a atingir 89,02% do território estadual em setembro de 2026, conforme dados do Monitor de Secas. Apesar de a maior parte da área afetada estar na categoria de seca fraca, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) alerta para a possibilidade de intensificação do fenômeno até o fim do ano, diante da previsão de temperaturas elevadas e poucas chuvas. As informações são do O POVO.
O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com a colaboração de órgãos estaduais e federais. No Ceará, a Funceme participa do levantamento, analisando as condições climáticas e os impactos da falta de precipitações.
O índice considera a extensão do território que apresenta condições de seca, sem representar necessariamente o percentual de moradores ou municípios prejudicados.
Para definir os níveis de seca, o levantamento utiliza indicadores como volume de precipitação, evapotranspiração, umidade do solo e condições da cobertura vegetal. A análise desses fatores permite acompanhar tanto as mudanças recentes quanto os efeitos acumulados da estiagem.
Algumas bacias hidrográficas apresentavam níveis inferiores a 30%, entre elas Sertões de Crateús, Banabuiú, Baixo Jaguaribe e Médio Jaguaribe.
A perspectiva para outubro, novembro e dezembro é de possível intensificação da estiagem em parte do Ceará. O aumento das temperaturas e da evapotranspiração pode ampliar os efeitos sobre a vegetação e os recursos hídricos, favorecendo o surgimento de novas áreas com seca moderada.