| Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá decidir se o canal “Exército do Lula” deve permanecer ativo após uma disputa entre ministros sobre a suspensão da página. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Antonio Carlos Ferreira Cueva, questionou a retirada integral do canal do ar, ordenada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Kássio Nunes Marques, por falta de provas suficientes.

Entenda o caso

O caso começou com uma ação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) contra André Janones, Lula e Geraldo Alckmin. Em 10 de outubro, às 15h43,

Cueva pediu que a campanha organizasse as provas e informasse sobre eventuais solicitações semelhantes em outros processos.

Exatos 41 minutos depois, às 16h24, os advogados acionaram administrativamente a Presidência do TSE com novo pedido de suspensão.

No domingo (11), o presidente do tribunal, Kássio Nunes Marques, acolheu a solicitação e determinou que a Meta retirasse o canal do ar em três horas.

Cueva, porém, autorizou a retomada do recebimento de mensagens e de novos seguidores, proibindo a reprodução de conteúdos cuja ilegalidade já tenha sido reconhecida pela Justiça Eleitoral.

O corregedor alertou para o risco de pedidos apresentados por diferentes vias serem usados para escolher sucessivamente o órgão julgador.

A eventual análise pelo plenário ainda depende da confirmação do presidente do TSE. Entre os pontos em discussão estão a suficiência das provas, os limites da atuação administrativa da Presidência e a tramitação de pedidos cautelares semelhantes.

Luis Augusto

Sobre editor/redator do site: Luís Augusto, formado em Teologia, Radialista, Jornalista (4283/CE). Âncora do programa Jornal Seara na FM 102,7MHz, Nova Russas.