A eleição deste domingo (4) definiu os ocupantes de 54 das 81 cadeiras do Senado para os próximos oito anos. Quarenta vagas serão renovadas, o equivalente a 74% das cadeiras em disputa. As demais serão ocupadas por senadores que conseguiram se reeleger.

Dos 32 atuais senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram um novo mandato, o que corresponde a 43,7%.

Antes mesmo da apuração, já se sabia que haveria mudança significativa na composição da Casa a partir de 2027. Isso porque, entre os ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 13 não eram candidatos e outros 9 disputaram cargos diferentes ou participaram das eleições como suplentes. Com o resultado das urnas, a renovação foi ampliada pela derrota de 18 dos 32 senadores que tentavam permanecer no Senado.

Foram reeleitos, em ordem alfabética: Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Portinho (PL-RJ), Cid Gomes (PSB-CE), Eduardo Braga (MDB-AM), Eduardo Gomes (PL-TO), Humberto Costa (PT-PE), Jaques Wagner (PT-BA), Lucas Barreto (PSD-AP), Marcelo Castro (MDB-PI), Marcio Bittar (PL-AC), Plínio Valério (PSDB-AM), Rogério Carvalho (PT-SE), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Senadores eleitos por estado
AcreMarcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)
AlagoasArthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)
AmapáRayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)
AmazonasEduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB)
BahiaRui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)
CearáCid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede)
Distrito FederalMichelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
Espírito SantoRenato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)
GoiásGustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União)
MaranhãoAndré Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)
Mato GrossoMauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL)
Mato Grosso do SulReinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
Minas GeraisDomingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT)
ParáHelder Barbalho (MDB) e Chicão (União)
ParaíbaJoão Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB)
ParanáFilipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo)
PernambucoHumberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)
PiauíMarcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD)
Rio de Janeiro Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
Rio Grande do NorteStyvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT)
Rio Grande do SulUbiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo)
RondôniaFernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
RoraimaNicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB)
Santa CatarinaCarol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL)
São PauloGuilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)
Sergipe Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB)
TocantinsEduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB)

Números

A disputa de 2026 repete um dado de 2018: nos dois pleitos, 32 titulares tentaram continuar no Senado. Em 2018, porém, apenas 8 foram reeleitos, e a renovação alcançou 46 das 54 cadeiras, ou 85,19%. Em 2026, o índice de reeleição foi maior, e a taxa de renovação, menor.

As outras 27 cadeiras do Senado não estavam em disputa neste ano porque foram preenchidas na eleição de 2022 e têm mandato até janeiro de 2031. Ainda assim, algumas terão mudança a partir do próximo ano.

Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR) foram eleitos governadores, enquanto Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha Seabra (União-TO) avançaram para o segundo turno nos respectivos estados. O Senado é renovado alternadamente a cada quatro anos: em uma eleição são escolhidos dois terços da Casa e, na seguinte, um terço.

*Agência Senado

Luis Augusto

Sobre editor/redator do site: Luís Augusto, formado em Teologia, Radialista, Jornalista (4283/CE). Âncora do programa Jornal Seara na FM 102,7MHz, Nova Russas.